Os hot dog’s, cachorros-quentes, são lanches extremamente populares e, como muitas pessoas diriam, uma mistura de prazer, delícias e culpas pela fuga da dieta. Muitas pessoas comem, tantas crianças são ensinadas a comer esse alimento, seja em pratos principais ou como lanches.

O perigo das salsichas, na verdade é no processamento feito para sua produção, já que essa iguaria é feita com carne picada ou moída de qualquer pedaço de boi, porco ou frango (mecanicamente 

processada). Geralmente, o que entra nessa mistura são as sobras dos cortes tradicionais e partes pouco apreciadas, como as bochechas e as vísceras de bovinos e suínos e em seguida adiciona-se uma série de substâncias químicas com o propósito de dar ao produto seu sabor característico (você nunca encontrará uma carne de verdade com o sabor da salsicha), além de substâncias com o propósito de dar “liga”, conservar, corar, aromatizar, etc, para finalmente dar ao produto a forma de salsicha.

Muitos pais acham certo e “legal “oferecer salsicha às suas crianças, ou promovem lavagem cerebral nas crianças, bombardeando-as com cachorros-quentes, além de refrigerantes, sucos industrializados, “nuggets” de frango, EMBUTIDOS-SALSICHAbalas e pirulitos, associando esses produtos a festas de aniversário, lanches em viagens e/ou ainda como “presente” por bom comportamento. Estamos vivendo um momento no qual as taxas de obesidade, câncer e outras doenças degenerativas nunca estiveram tão altas e em idades cada vez mais precoces. As crianças são imensamente influenciáveis, e pela exposição cada vez maior ao marketing de imagem positiva de “produtos alimentíciosindustrializados, como a salsicha, se viciam nesses produtos, e continuarão consumindo esses alimentos ainda que seja revelado e explicado a elas os processos, ingredientes nocivos e consequências nocivas à saúde, associadas ao consumo desses produtos.

A composição básica das salsichas é basicamente: carne mecanicamente separada de ave (pele, fígado, rins e coração), carne suína, gordura de ave, água, proteína texturizada de soja, amido, sal, açúcar, alho. Estabilizante tripolifosfato de sódio, aroma de fumaça, glutamato monossódico, conservante nitrito de sódio e nitrato de sódio, antioxidante eritorbato de sódio, corantes urucum e carmim de cochonilha.

Como já explicado no post anterior, “Perigos do consumo excessivo de empanados industrializados”, a carne processada nada mais é que uma maneira encontrada pelas indústrias para reaproveitar a carne que seria jogada fora. Mas para o processamento das salsichas, se só tivesse carne e não fosse processada, a salsicha seria dura e cara. Então é adicionada a pele de porco cozida, que é fonte de proteína de gordura e de colágeno (uma gelatina que deixa a mistura macia). O coração dá cor à massa, já que é rico em mioglobina (o pigmento vermelho da carne).

hot-dog

Para substituir parte da gordura adicionada às salsichas, as indústrias nacionais usam água. Para reter essa água, é preciso adicionar proteína de soja e amido (fécula de mandioca). Essa soma reduz a quantidade de gordura  e da “liga” a pasta de carne processada.

Para estabilizar os ingredientes adicionados na salsicha, é usado o tripolifosfato de sódio, um coadjuvante do sal que ajuda a manter a gordura misturada à massa. O problema de aditivo que ele é rico em sódio, um problema para hipertensos.

Para dar sabor agradável a salsicha, e até em outros alimentos, é adicionado aroma “natural” de churrasco, ou seja, aroma defumado. Esse aroma é feito a partir da destilação da fumaça com a  água, filtrado as impurezas e após secando a solução. O pó restante é acrescentado à massa, dando aquele sabor de defumado à linguiça. É como comer fumaça em pó.

O corante de urucum adicionado, principalmente na parte externa da salsicha, dando a coloração vermelha-a laranjada, se não no Brasil a população não se interessaria em consumir, é usado como maquiagem por índios brasileiros. Mas a lei proíbe urucum na parte interna – que poderia mascarar uma possível falta de carne.

Os nitritos e nitratos de sódio são conservantes adicionados às salsichas, e a diversos tipo de alimentos embutidos, tendo como principal função manter a cor na carne e no peixe e além disso inibir o crescimento da bactéria Clostridium Botulinum, que é a responsável por uma intoxicação rara mas mortal, o Botulismo. salsichaO problema destes conservantes para o ser humano é quando a sua exposição é contínua e excessiva. Isto porque no estômago a ação do Ácido Clorídrico induz a transformação do nitrato em nitrito e consequentemente em NITROSAMINAS, pela ação de bactérias presentes no nosso aparelho digestivo. As NITROSAMINAS possuem carácter cancerígeno. O problema surge com a exposição continua no nosso organismo destes conservantes, dai ser de extrema importância evitar comer excessivamente estes alimentos não só por motivos cancerígenos mas também porque os  níveis altos de nitritos e nitratos na corrente sanguínea também podem prejudicar o transporte de oxigênio no sangue e diminuir a absorção das vitaminas A e E. Para diminuir a formação de NITROSAMINAS no organismo é importante não só diminuir o consumo desses conservantes e também de alimentos embutidos e processados, mas também aumentar o consumo de alimentos com propriedades antioxidantes e do ALHO, por conter fitos químicos que também inibem a formação das NITROSAMINAS.

O glutamato monossódico é outro conservantes que possui como característica dar mais sabor ao alimento e é altamente perigoso para pessoas sensíveis ao glutamato, além de ser viciante.

Por fim, outro corante adicionado a carne da salsicha para não ficar sem atratividade: O corante carmim de cochonilha (INS 120). Parece piada, mas esse corante é extraído da fêmea do Dactylopius coccus, um inseto que não mede mais de 5 milímetros. Secado ao sol e depois triturado, o besouro vira um corante vermelho usado em iogurtes, sorvetes, recheios de bolachas.

É importante salientar que o artigo tem como propósito alertar a população dos malefícios que o consumo excessivo de produtos industrializados, com alto teor de conservantes, podem trazer a saúde e como são preparados. Afinal, quem resiste a um bom cachorro-quente?!

Referências

Cláudio P. Filla | Laboratory Technician UTP-PR | Químico, escreve sobre o efeito positivo dos alimentos naturais através de suas propriedades e os perigos por trás dos alimentos industrializados. Mas gosta mesmo é de compartilhar alternativas para uma vida mais saudável. Curitibano, ama um pé na terra e outro no mar, mas também a rotina cultural da cidade grande.
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