Provavelmente você já ouvir por aí alguma coisa sobre as conhecidas enzimas, não é? Nosso organismo, para estar vivo, depende de uma série de reações químicas que ocorrem no interior das células e também fora delas (em cavidades de órgãos, por exemplo). Como a temperatura do nosso corpo é de aproximadamente 36oC e o pH próximo da neutralidade (7,0), o ambiente não são favorável ao desenvolvimento de todas essas reações. A transformação das proteínas em aminoácidos, por exemplo, é um processo onde ocorre uma “quebra” de proteínas, podendo ser realizado em laboratórios que desejam obter os aminoácidos em sua forma livre. A diferença está é que para conseguir romper as ligações fora do organismo humano, em laboratórios é preciso submeter as proteínas a processos de fervura em meio ácido ou básico.

Qual a diferença entre enzimas e ribozimas?

As enzimas são substâncias do grupo das proteínas e atuam como catalisadores de reações químicas. Todas as enzimas são proteínas, mas nem todas as proteínas são enzimas. É importante destacar ainda, que algumas moléculas de RNA, conhecidas por ribozimas, atuam como enzimas, além de possuírem papel catalisador.

Para que serve a catálise enzimática?

Os Catalisadores são substâncias com a capacidade de acelerar reações químicas, sem participar delas como reagentes. Ou seja: elas participam da reação, aumentam sua velocidade, mas são recuperados inalterados ao final dela. O princípio do catalisador é de diminuir a energia de ativação. Ou seja, a enzima se liga a uma molécula de substrato em uma região específica denominada sítio de ligação.

Esta região é um encaixe que apresenta um lado envolvido por cadeias de aminoácidos que ajudam a ligar o substrato, e o outro lado desta cadeia age na catálise. As reações enzimáticas são muito importantes em alimentos e ocorrem não só no alimento in natura, mas também durante o seu processamento e armazenamento. O aroma da cebola, por exemplo, deve-se à ação da alinase, enzima que age sobre os compostos que contêm enxofre presentes nesse alimento.

Como é feita a nomenclatura das enzimas?

Entre as diversas formas que podem ser encontradas para realizar a nomenclatura das enzimas, podemos citar 3 exemplos mais utilizados.
Em primeiro lugar, pelo nome clássico ou recomendado. Neste tipo de nomenclatura, é nomeado, geralmente, acrescentando a terminação -ase ao nome do substrato sobre o qual atua a enzima.

Por exemplo: a enzima amilase, ela atua na reação de hidrólise do amido em moléculas de glicose. Em segundo lugar, podemos utilizar o nome usual, ou seja: utilizar nomes consagrados pelo uso, como tripsina e pepsina. Em terceiro lugar, utilizamos o nome sistemático: esta é a forma mais complexa aplicada a nomenclatura, onde utilizamos, geralmente, três partes: o nome do substrato, o tipo de reação catalizada e o sufixo -ase.

Classificação de enzimas

Em primeiro lugar, podemos classificar as enzimas de acordo com a reação química canalizada. Nesse sentido, elas podem ser dividas em seis grupos de acordo com a catalização.

Grupos característicos das enzimas

De acordo com as características envolvidas na catalização, podemos classificar os grupos de enzimas em:


Oxido-redutases

Grupo de enzimas que podem ser representadas pelas reações de oxidação-redução ou transferência de elétrons. Sendo mais comum encontrar as Desidrogenases e Oxidases, por exemplo.

Transferases

É o grupo de enzimas responsáveis pela transferência de grupos funcionais como amina, fosfato, acil e carboxi, como as Quinases e Transaminases, por exemplo.

Isomerases

É o grupo que envolve reações de interconversão entre isômeros óticos ou geométricos, como Epimerases, por exemplo.

Liases

Grupo responsável pelas reações de quebra de ligações covalentes, além da remoção de moléculas de água, amônia e gás carbônico, como por exemplo, as Dehidratases e Descarboxilases.

Hidrolases

Grupo responsável pelas reações de hidrólise de ligação covalente, podendo ser citadas as Peptidases, por exemplo.

Principais tipos de enzimas

Como vimos, dependendo da reação, a função de uma enzima pode mudar. Com isso, podemos encontrar variados tipos de enzimas e que possuem um papel diferenciado no organismo. Entre os principais tipos de enzimas, podemos citar:

Catalase

A enzima catalase é responsável, principalmente pela decomposição do peróxido de hidrogênio.

Lipase

A lipase, por sua vez, cumpre papel de facilitar a digestão de lipídios.

Tripsina

A tripsina possui como principal função cuidar das proteínas que não passaram pelo processo de digestão.

Protease

A principal função da enzima protease é atuar nas reações de proteínas.

Urease

Já a ureia, é responsável pela degradação da ureia.

Enzimas que provocam escurecimento nos alimentos

Frutas e vegetais que contêm compostos fenólicos na sua composição, quando cortadas e expostas ao ar, sofrem escurecimento causado pela enzima polifenoloxidase (PPO). O que essa enzima faz é oxidar os fenóis a ortoquinonas. Estes últimos compostos polimerizam facilmente formando compostos escuros, as melaninas. Essas reações de escurecimento enzimático podem ser mais facilmente observadas em vegetais de cores claras, como banana, batata e maçã, por exemplo.

Referências

BiologiaNet
Stoodi
ConhecimentocientíficoR7
Novozymes

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