O mentrastonome científico Ageratum conyzoides – é uma planta de cheiro pouco agradável, que nasce facilmente em todo lugar. Ela pode ser facilmente confundida com algum tipo de mato que nasceu junto ao jardim ou com a planta Praxelis, por se assemelharem muito. Dependendo da região o mentrasto pode ser chamado por erva-de-são-joão, camará-opela, catinga-de-barrão, catinga-de-bode, catinga-de-borrão, celestina, erva-maria, erva-de-santa-lúcia, erva-de-santa-luzia, erva-de-são-josé, maria-preta, mentraço, mentraz, mentruz, picão-roxo ou são-joão.

[dfads params=’groups=1686&limit=1&orderby=random’]

Composição e benefícios do mentrasto

Existem dois tipos de mentrastos que podem ser encontrados, o do tipo vegetativo, que quase não da flores, e do tipo florífero, que da muitas flores. Normalmente o tipo encontrado em farmácias e usado pela população é do tipo sem folhas. O mentrasto é composto quimicamente por resinas, ácido hidrociânico, alcaloides pirrolizidínicos, saponinas e taninos, além do seu óleo essencial contendo substãncias como a e b-pineno, mirceno, a e b-felandreno, sesquifelandreno, cadina-1,4-diene, elemol, a e g-terpineno, r-cimeno, ocimeno, b-cariofileno, eugenol, g e d-cadineno, a-tujeno, benzaldeído, sabineno, sabinenohidrato, limoneno, 1-8 cineole, cis-b-ocimeno, terpinoleno, metileugenol, linalol, a-terpineol, citronelol, b, g e d-elemeno, a-gurjuneno, a-cubebeno, a-copaeno, b-bourboneno, a-bergamoteno, E-b-farneseno, a-humuleno, precoceno (cumarina), germacrenoD, b-bisaboleno, nerolidol, spathulenol, epóxido de cariofileno, dihidrometoxiencecalina, dihidroencecalina, encecalina; cromonas, benzofuranas, flavonóides (ageconiflavona A, B e C); alcalóides pirrolizidínicos (equinatina e licopsamina); flavonóides (eupalestina), fridelina, n-hentriacontano, n-heptacosano, lideroflavona, nobiletina, n-nonacasona, quercetina, b-sisterol, estigmasterol, n-ticarcontano, ageratocromeno e adineno, dimetóxi-ageratocromeno.

mentrast1o

Uso interno do Mentrasto

Na medicina popular, a planta sempre foi recomendada para uso interno e, assim, auxiliar no tratamento de diversas doenças. Porém seu uso interno não é recomendado! Em uma análise laboratorial, investigando-se mais afundo possíveis constituintes químicos presentes na infusão de mentrasto, além das substâncias química já conhecidas, foram encontrados traços de alcaloides pirrolizidínicos. Esse tipo de alcaloide tem efeitos tóxicos e cancerígenos  – o estudo completo sobre o mentrasto poderá ser acessado no link indicado em referências. Por esse motivo, mesmo que as folhas do mentrasto sejam vendidas em farmácias, assim como suas capsulas em pó, seu uso internamente deve ser feito com cautela e somente se indicado por um especialista e nas doses recomendadas. Externamente, o mentrasto pode ser aplicado através do preparo de sua infusão, quando forem observados sintomas de contusões, inflamações, cortes na pele, reumatismos, cólicas (através de compressas com a infusão), artroses e dores musculares. Outras indicações somente com orientação de um especialista.

Referências

BALBACH, A. As Plantas Curam – Mentrasto.
BOSI, Cristiane Fracari.PRESENÇA DE ALCALOIDES PIRROLIZIDÍNICOS EM Ageratum conyzoides L., ASTERACEAE Estudo Completo do mentrasto.
– Diniz. Rui Cépil. Plantas aromáticas e medicinais – cultivo e utilização – Mentrasto.
– http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/mentrato.html

Load More Related Articles