Existem diversas variedades de inhame, sendo apenas algumas comestíveis. Pode ser citado como variedade de inhame não comestível, o inhame-da-índia, de origem asiática, que é composto pelo alcaloide discorina, substância usada pelos índios para envenenar a ponta de flechas, e o inhame-gigante, composto por grande concentração de oxalato de cálcio.

O inhame, da variedade comestível, é um alimento de primeira classe, rico em nutrientes, composto por um carboidrato bastante energético mas de difícil transformação lipídica, que torna o inhame um alimento ideal para quem busca emagrecimento, além de ser um carboidrato que estimula o aumento da síntese de serotonina que aumenta a sensação de felicidade e bem-estar. Os nutrientes presentes no inhame são as vitaminas A, B, C e os sais de cálcio, ferro, fosforo, potássio e sódio, além da presença de niacina, aminoácidos e um fito-hormônio chamado diosgenina. A presença das vitaminas de complexo B no inhame, fazem dele um alimento ótimo para o cérebro, para as imunidades do organismo, no auxilio da ação de enzimas de ação oxidante que combatem microrganismos, ameniza sintomas de depressão, ansiedade e colabora com as mulheres nos sintomas da TPM.

inhame

Isso, por que a niacina (vitamina B3), estimula a memória e diminui o impacto do estresse do dia a dia, já a tiamina (vitamina B1), é fundamental para a transmissão dos impulsos nervosos. Juntamente com a diosgenina (um fito-hormônio muito semelhante a progesterona) e a vitamina B6 (considerada a vitamina da mulher), o inhame  colabora com o equilíbrio hormonal, ajudando a amenizar os sintomas causados pela TPM e aumentando a produção de colágeno. A diosgenina também colabora na diminuição do colesterol ruim e no aumento do colesterol bom, resultando na prevenção de uma séries de doenças cardíacas. E, graças ao seu alto teor de ferro, o inhame também pode ser introduzido na alimentação de pacientes anêmicos.



Na literatura não constam contraindicações quanto ao consumo do inhame, exceto algumas variedades de inhame que não são comestíveis ou quando preparada mal cozida ou consumida crua, por ser indigesto.

Referência

– BOARIM, D. As Hortaliças na Medicina Natural. Ed. 1. São Paulo
– BALBACH, A. As Hortaliças na Medicina Natural. São Paulo

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