A guaçatonga (casearia sylvestris), conhecida também por  erva-de-bugre em algumas regiões, é muito utilizada pelos indígenas como uma planta medicinal em casos de problemas da pele e picadas de cobra. A substância cariofileno, presente na guaçatonga, anula os efeitos da histamina e ajuda a promover a  cicatrização.

Além de ser conhecida por erva-de-bugre, a guaçatonga também pode ser conhecida por baga-de-pomba, bugre-branco, café-bravo, café-de-fraile, café-do-diabo, café-do-mato, cafezeiro-bravo, cafezinho-do-mato, caimbim, cambroé, canela-de-veado, caroba, carvalhinho, chá-de-bugre, chá-de-frade, chá-de-são-gonçalinho, erva-de-lagarto, erva-de-pontada, guaçatunga-preta, guaçutonga, guassatonga, língua-de-lagarto, língua-de-tiú, pão-de-lagarto, pau-de-bugre, pau-de-lagarto, pioia e muitos outros. A guaçatonga é composta principalmente por flavonas, óleos essenciais, saponinas, taninos , resinas, antocianosídeos, cariofileno, ácido capróico, b e D-elemeno, a-copaeno, b-cariofileno, a-humuleno, germacreno-D, biciclo-germacreno, D e d-cadineno e espatuleno.

Na medicina popular, a guaçatonga é conhecida por sua propriedade anti-inflamatória, amarga, vulnerária, cardiotônica, diurética, antiartrítica, hemostática, anestésica tópica, afrodisíaca, antipirética, eupéptica, antidiarreica, hipoglicemiante, hipotensora, antimicrobiana, calmante, diaforética, antiespasmódica, tônica, desintoxicante, cicatrizante, anti-reumática, depurativa, anti-séptica, anti-úlcera e anti-viral na herpes labial. Assim, ela pode ser aplicada para auxiliar no tratamento da sífilis, colesterol, alergias, úlceras estomacais, febre, inflamações, diarreias, dores no peito e no corpo, reumatismo, paralisia, inchaço das pernas, aftas, sapinho, dores de dentes, pneumonia, flores brancas, picada de insetos, prurido, verminoses, má circulação, gripes, afecções do fígado, da bexiga e dos rins, hidropisia, eczema e sarna. Popularmente suas folhas embebidas com álcool ou aguardente, para ser usado como remédio caseiro antiofídico.

Casearia obliqua

Na literatura pesquisada, a guaçatonga foi contraindicada para gestantes e lactantes.

Referências

– BALBACH, A. As Plantas Curam – Casearia sylvestris.
– Camargo FG, Gomes E, Pannunzio E, Buenos VS 1993. Ação do extrato alcoólico de guaçatonga (Casearia sylvestris Swartz) em subcutâneo de camundongo. Parte I – Estudo histológico. Lecta 13: 47-48.
– Scavone O, Grecchi R, Panniza S, Silva Rap S 1979. Guaçatonga (C. sylvestris Swartz) Aspectos botânicos da planta, ensaios fitoquímicos e propriedades cicatrizantes da folha. An Farm Quim São Paulo 19: 73-81.

Cláudio P. Filla | Laboratory Technician UTP-PR | Químico, escreve sobre o efeito positivo dos alimentos naturais através de suas propriedades e os perigos por trás dos alimentos industrializados. Mas gosta mesmo é de compartilhar alternativas para uma vida mais saudável. Curitibano, ama um pé na terra e outro no mar, mas também a rotina cultural da cidade grande.
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