A vitamina D, também conhecida por colecalciferol, é um pró-hormônio esteróide considerado um micronutriente essencial lipossolúvel, ou seja, tem capacidade de se dissolver em gordura e, que em combinação com o paratormônio (PTH), age na manutenção óssea. Suas principais formas encontradas na natureza são a vitamina D2 e vitamina D3 , que podem ser adquiridas na alimentação.

Além disso, acredita-se que a forma ativa do colecalciferol apresenta efeitos imunomoduladores (atua no sistema imunológico conferindo aumento da resposta orgânica contra determinados microorganismos) sobre as células do sistema imunológico, sobretudo linfócitos T. Por outro lado, quando há uma deficiência de colecalciferol no organismo, podemos associar a uma maior risco do desenvolvimento de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, tumores e doenças imunológicas e infecciosas.

Qual é a função da vitamina D?

Como principal função da vitamina D, podemos citar sua ação no aumento da absorção intestinal de cálcio, participando da estimulação do transporte ativo desse íon nos enterócitos (um tipo de célula epitelial da camada superficial do intestino delgado e intestino grosso). Como dito no início, o colecalciferol também atua na mobilização do cálcio na presença do PTH. Recentemente, houveram algumas evidências de que a reposição ou ingestão de colecalciferol, pudesse ter efeito positivo sobre células do sistema imunológico (linfócitos T), que apontaram para efeitos benéficos da suplementação da vitamina D na prevenção do desenvolvimento de doenças autoimunes. Porém estes estudos foram pequenos e não controlados.

Nosso organismo é capaz de produzir a vitamina D?

Desde que haja exposição à iluminação do sol, nosso organismo é totalmente capaz de produzir a vitamina D3, que também pode ser encontrada em alimentos como o leite, os ovos e algumas espécies de peixes. Já a vitamina D2, por ser de origem vegetal, podemos encontrar nos cogumelos selvagens, por exemplo. Porém, ambas após serem metabolizadas no organismo, fornecem os mesmos benefícios e funções.

E como repor a vitamina D pelo sol?

Para que nosso organismo consiga produzir a vitamina D através da exposição ao sol, a radiação UVB precisa ter contato direto com nossa pele, em especial regiões como os braços e o rosto. Somente com poucas horas de exposição, já conseguimos a produção e reposição de vitamina D. Essa reação envolve a participação de substâncias presentes na pele que transportam para o fígado a colecalciferol, convertida em 25-hidroxivitamina D3 (calcidiol).

Quanto de vitamina D precisamos ingerir por dia?

Seja através da sua produção natural pelo sol, por ingestão de alimentos compostos pelo colecalciferol, ou até pela suplementação da vitamina D, a recomendação diária de vitamina D pode mudar de acordo com a idade de cada pessoa, variando de 400 UI até 20 mcg. Inclusive, nutricionistas já reforçaram que a vitamina deve ser consumida somente dentro das quantidades recomendadas por faixa etária e a sua suplementação feita de acordo com a necessidade.

A vitamina D elimina o risco de contrair o Coronavírus?

Desde o inicio da pandemia, ficamos conhecendo a vitamina como uma forte aliada no combate ao coronavírus. Por mais que ela possua um papel importantíssimo no fortalecimento do nosso sistema imunológico, a vitamina por si só, não age eliminando o risco de contrair a doença. Os indícios observados dos efeitos positivos da vitamina D contra o Covid-19, foram mais baseados em pessoas que, naquele momento, tinham um certo grau de carência da vitamina, evidenciando assim, seus benefícios no aumento do sistema imunológico. Sabemos que quando há uma insuficiência de colecalciferol, nosso organismo fica mais favorável ao desenvolvimento de doenças, incluindo as imunológicas e infecciosas.

Após a divulgação da suposta indicação da vitamina, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), publicou em nota, seu repúdio quanto ao uso de altas doses de suplementação de colecalciferol (vitamina D3) “como estratégia de otimização de imunidade frente ao novo coronavírus (COVID-19)”. Portanto, evite o uso indiscriminado da suplementação da vitamina.

E quando há deficiência ou insuficiência de vitamina D?

Quando não produzimos ou ingerimos uma certa quantidade da vitamina, a insuficiência de colecalciferol será o resultado. Essa deficiência, irá causar desmineralização óssea, que se manifesta como o raquitismo nas crianças e osteomalácia em adultos.

Quais são os sintomas de carência de vitamina D?

Com a carência da vitamina D, poderemos observar alguns sintomas. Entre eles, um aumento de doenças infecciosas, já que um dos papéis da vitamina é justamente no auxilio do fortalecimento do sistema imunológico, que estará apto a combater os vírus e bactérias que causam doenças. Outro sintoma, é o cansaço extremo com frequência. Estudos de casos mostraram que os níveis sanguíneos muito baixos de colecalciferol podem causar fadiga recorrentes. Por outro lado, idosos podem sentir dores nos ossos, costas e perda óssea, já que a vitamina possui um papel fundamental na absorção de cálcio e no metabolismo ósseo.

Referências

Saúde/Abril: Nem muito nem pouco: o papel do colecalciferol
Scielo: A importância dos níveis de colecalciferol nas doenças autoimunes
Fiocruz: Conheça os benefícios do colecalciferol
Insumos: A vitamina D

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