Foto por: Nick Perla
A frutose (ou levulose) é um tipo de carboidrato monossacarídio composto por seis átomos de carbono unidos em ligações covalentes simples, apresentando grupamentos hidroxila, formados por hidrogênio e oxigênio e um grupamento carbonila, formado por ligação dupla entre o carbono e o oxigênio, que pode ser encontrado principalmente em frutas e vegetais. Normalmente a frutose é associada como açúcar das frutas, mas em termos de doçura, ela é o açúcar mais doce que existe: 100 gramas de frutose equivalem 173 gramas de sacarose (açúcar branco), motivo que leva a industria alimentícia utilizar a frutose como adoçante na produção de refrigerantes, sucos de frutas, frutas em conserva, entre outros. Sua obtenção para uso industrial é feita a partir do xarope de milho, composto por partes iguais de  glicose e frutose concentrada.

As principais fontes de frutose são o mel (composto por frutose e glicose proporcionalmente), frutas, xarope de frutose (obtido a partir da hidrólise da sacarose), xarope de milho (concentrado de frutose), entre outros. Além disso, também pode ser encontrado na forma de rafinose (um trissacarídeo formado de galactose, frutose e glicose), presente em algumas leguminosas como a soja, lentilha, ervilha e feijão. Quando digerida, a frutose é metabolizada no fígado e convertida em glicose para produção de energia. A produção de frutose pode ainda ser feita a partir do sorbitol. O sorbitol está presente em várias frutas como as maçãs, peras, cerejas, ameixas e abricós.

frutose

Se ingerida moderadamente através de alimentos naturais, a frutose pode gerar efeitos benéficos a partir da sua utilização como elemento energético. Contudo, algumas pesquisas mostraram que se utilizada de forma isolada, como nos casos de ingestão excessiva de refrigerantes, sucos de frutas, doce, entre outros, pode aumentar a produção de lipídios por meio dos compostos intermediários como o glicerol e o gliceraldeído, elevando o risco de problemas cardíacos, além do aumento do ácido úrico presente no sangue, ganho de peso, esterilidade e desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.



O ideal é o consumo da frutose por meio de frutas e outros vegetais, que apresentam uma menor concentração de frutose, e a combinação com fibras e demais nutrientes da fruta, faz com que a absorção ocorra de forma mais lenta, sem desequilibrar o metabolismo. Inclusive, o guia alimentar brasileiro elaborado pelo Ministério da Saúde, recomenda que o consumo de açúcares seja de no máximo 10% do valor energético total da dieta.

Referências

– Hallfrisch J. Metabolic effects of dietary fructose. FASEB J. 1990; 4(9):2652-60.
– Rodrigo Crespo Barreiros; Grasiela Bossolan; Cleide Enoir Petean Trindade: Frutose em humanos: efeitos metabólicos, utilização clínica e erros inatos associados
– ANutricionista.Com – Marcella Lamounier – CRN1 3568 – Nutricionista em Brasília.
– Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.
Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição.
Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a
alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.
210 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).

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