A cor dos alimentos é um dos fatores que mais influenciam o consumidor ao escolher um determinado produto, portanto a indústria alimentícia procura desenvolver alimentos com aparência atrativa usando diversos tipos de corantes, desde os corantes artificiais e os naturais. Os corantes artificiais são muito questionados por uma grande parte da população, como maléficos a saúde.  Porém, os corantes naturais, por mais que pareçam ser benéficos a saúde, requerem conhecimento químico de suas moléculas para serem adaptados as condições de uso em processos. Por razões de estabilidade, pureza, disponibilidade e toxidade, somente sete tipos de corantes naturais são usados, entre eles o urucum.


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Corante natural: urucum

Também chamado de colorau, o urucum é utilizado tradicionalmente pelos índios como fonte de matéria prima para tinturas vermelhas, usadas como protetor da pele contra o sol e contra picadas de insetos.  No Brasil, a tintura de urucum em pó é conhecida como colorau e usada na culinária para realçar a cor dos alimentos.

urucum

Na culinária, o urucum é usado como condimento e também colorante. É obtido por trituração das sementes e apreciado pela quase ausência de sabor e por não apresentar os efeitos prejudiciais dos corantes artificiais. Muito usado em derivados de leite, margarinas, doces, gorduras, produtos de panificação, cereais, bebidas, sorvetes, etc. Na medicina natural, o urucum é um medicamento fitoterápico, é dotado de inúmeras características e propriedades bioquímicas. As sementes do urucum contêm celulose (40 a 45%), açúcares (3,5 a 5,2%), óleo essencial (0,3% a 0,9%), óleo fixo (3%), pigmentos (4,5 a 5,5%), proteínas (13 a 16%), alfa e beta-carotenos e outros constituintes como a bixina e a orelhena. A estabilidade do urucum, quando aplicado em alimentos, é boa e ainda possui resistência ao crescimento microbiológico.

Óleo de Urucum

O óleo do urucum é rico em tocotrienol, betacaroteno, óleo essencial, óleo fixo, ácidos graxos saturados e insaturados, flavonoides e Vitamina C. É usado nas diversas formas cosméticas, onde se deseja aproveitar as características do óleo de urucum. É facilmente incorporado em cremes, loções cremosas, bronzeador, protetores solares, protetores labiais. Atua reestruturando os cabelos e auxilia na proteção contra os raios ultravioletas.

Sementes do Urucum

Na medicina natural, as folhas e as sementes do urucum trazem benefícios para tosses, doenças do coração, na eliminação de manchas e verrugas, eficazes para alívio e redução da prisão de ventre, hemorroidas e hemorragias (chá das folhas), além de ser usado como repelente natural de insetos. O chá das folhas da semente regula o nível do colesterol, trata hepatite, disenteria, febre, malária, edema, diminui a pressão sanguínea, e até combate os efeitos de mordida de cobras venenosas.

Referências

– ARAÚJO, J. M. A. Química de alimentos. 3. Ed.
– FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 743

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2 Comentários

  1. Josiane Schulze

    3 de janeiro de 2018 at 4:50 pm

    A semente de urucum pode ser colocado no óleo de amêndoas?

    Reply

    • Quimica Alimentar

      Quimica Alimentar

      4 de janeiro de 2018 at 9:05 pm

      Qual será o uso final?

      Reply

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