A Capuchinha-Grande, pertencente a família das Tropeoláceas e de nome científico Tropaeolum majus, é uma planta ornamental que pode atingir até 5 metros de altura. Dependendo da região pode ser conhecida por Capuchinha de flores grandes, capucina, chagas, cinco-chagas, mastruço de peru, flor de sangue, agrião do méxico, entre outros.

Como uso medicinal caseiro, a capuchinha é usada principalmente no tratamento de escorbuto e escrofulose, quando suas folhas são consumidas em saladas. Porém, também traz ótimos resultados quando utilizado com a finalidade de combater bronquites, prisão de ventre, catarros, queda de cabelos, acnes, falta de apetite, insônia,  problemas digestivos, retenção de líquidos, anemia, afta, conjuntivite, gengivite, tuberculose, caspa, psoríase, entre muitos outros. Os principais ativos encontrados na capuchinha são: Glucotropaeolina, que se transforma em isotiocianeto de benzila após ser ingerida, Vitamina C (ácido ascórbico), Curcubita-cinas B e E, ácido erucico, ácido 11-cis-eiconsenico, ácido oleico, ácido clorogenico, isoquercetina, glicosideos quercetinicos, pelargonidina e caempferol. Seu óleo essencial é composto por benzil-mustardico, pectina, luteina e zeaxantina, além de Glicosídeos sulfurados, ferro, cálcio, enxofre, iodo e potássio. Alguns açucares, como a maltose, glicose e frutose também são encontrados.

capuchinha

A capuchinha possui um sabor picante, isso devido a compostos similares ao óleo de mostarda, a glucotrapaeolina, que junto a  mirosina (uma enzima), libera glicose e isotiocianato de benzila, dando origem ao sabor e a sua propriedade antibiótica e antifúngica.
Outros compostos presentes na planta, trazem propriedades depurativas, diuréticas, sedativas, tônicas, revigorantes, afrodisíacas, analgésicas, cicatrizantes, laxativas e nutritivas. A capuchinha é contra indicada na presença de problemas estomacais como gastrite e ulcera, na gravidez e lactação, problemas de hipotireoidismo, insuficiência cardíaca ou renal. Se consumida em grandes quantidades, pode causar irritação gástrica, hipotensão e potencialização dos efeitos de cardiotônicos. Bebês abaixo de 5 anos também não devem consumir a planta.

 

Referências

– COUTO, Mery Elizabeth Oliveira. Coleção de plantas medicinais aromáticas e condimentares – Capuchinha.
– Sanguinetti, Enio Emmanuel. Plantas que curam – Capuchinha-Grande
– Balmé, François. Plantas Medicinais. Hemus Editora Limitada. São Paulo.
– Lorenzi, Harri & F. J. Abreu Matos. Plantas Medicinais no Brasil – Nativas e Exóticas. Instituto Plantarum de Estudos da Flora LTDA. Nova Odessa, SP.

Cláudio P. Filla | Laboratory Technician UTP-PR | Químico, escreve sobre o efeito positivo dos alimentos naturais através de suas propriedades e os perigos por trás dos alimentos industrializados. Mas gosta mesmo é de compartilhar alternativas para uma vida mais saudável. Curitibano, ama um pé na terra e outro no mar, mas também a rotina cultural da cidade grande.
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