Da família das Tiláceas, a erva açoita cavalo, também chamada de envireira-do-campo, mutamba-preta, ubatinga, uvatinga, ivatinga, cacauei, vacona-do-campo e papeá-guaçu, por exemplo, é uma arvore muito utilizada na construção de moveis. O preparo do chá açoita-cavalo é feito com o uso da sua casca. Na antiguidade, a erva recebeu este nome por ser utilizada em tortura de animais e por ser utilizada no artesanato de chicotes e açoites. Nos dias de hoje, é bastante conhecida pelas propriedades fitoterápicas da sua casca.

Para que serve o chá de açoita-cavalo?

Na medicina natural, por exemplo, a o chá da casca de açoita-cavalosere para auxiliar no tratamento de ulceras, cãibras, no tratamento de bronquites, diarreias, reumatismo, hemorragias, vermes, má digestão, dores de garganta, dor de dente, patologias da bexiga, insônia, melena, tosses e laringites.

De onde vem os benefícios da açoita?

Os princípios ativos que compões a erva são os taninos e glicosídeos, seu óleo essencial, saponinas, ácido flavonólico, ácido oxálico, ácido málico e cutina. Os taninos presentes na erva, por exemplo, são antioxidantes, inibidores de determinadas enzimas e influenciam negativamente a digestibilidade de proteínas.

Além disso, possuem características de interação e precipitação de proteínas como a gelatina, e parecem ser responsáveis pela adstringência de muitas plantas.

Como preparar o chá de açoita-cavalo

Para preparar o chá de açoita-cavalo, deve ser usada 1 xícara das de café da casca picada para 1 litro de água fervente. Por fim, abafar a infusão por 10 minutos, coar e tomar de 2 a 3 vezes durante o dia.

Contraindicações do chá de açoita-cavalo

Mas, atenção! Seu uso não apresenta complicações, porém deve ser acompanhado de um profissional e seu uso deve ser moderado. Pessoas com problemas nos rins, por exemplo, devem evitar o uso da planta. Além disso, a presença de ácido oxálico pode agravar o problema do rim com a formação de pedras insolúveis compostas por oxalato de cálcio.

Referências

CARVALHO, P. E. R. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica – Colombo: Embrapa Florestas, 2003. v. 1.
BALBAH, A. As Plantas Curam.
GRANDI, Telma Sueli. Tratado das Plantas Medicinais.
ipef.br: Luehea divaricata Mart

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