A Camellia sinensis tem sua origem da China e é bastante cultivada e consumida por suas características de aroma, sabor e propriedades analgésicas, antiasmáticas, antibacterianas, antioxidantes, digestivas, diuréticas, estimulantes, auxilia no emagrecimento e até ajuda a reduzir o colesterol.

Os chás de Camellia sinensis podem ser classificados em três tipos: preto, verde e oolong, diferenciando-se pelo beneficiamento das folhas. Para o preparo do chá preto, as folhas são fermentadas. Para o preparo do chá verde, as folhas são apenas escaldadas e fervidas para garantir a preservação da cor. Os chás oolong, passam por um processo de fermentação mais brando e, por isso, têm aroma menos acentuado do que os pretos. Destes três tipos de chás, o chá verde é o mais rico em propriedades funcionais. No Brasil, o chá verde é comercializado principalmente acondicionado em saquinhos de papel de filtro (sachê).

cha verde Camellia sinensis

Recentemente a Camellia sinensis está sendo comercializada na forma de Matcha,  que diferentemente do Chá Verde, possui propriedades que fazem com que este vegetal produza mais clorofila, aminoácidos e L-tanina, substâncias que ajudam a dissolver a gordura e a eliminá-la rapidamente. Devido sua composição, rica em compostos como catequinas, bioflavanóides e taninos, a Camellia sinensis passou a ser bastante estudada por cientistas. Os resultados demonstraram que a planta ajuda no combate dos radicais livres, auxiliando na prevenção de diversas doenças, entre elas o câncer.  O chá proveniente da Camellia sinensis, também é rico em magnésio, potássio, ácido fólico, vitaminas C, K,  B1 e B2, que são importantes para o funcionamento do nosso organismo.

A contraindicação da  Camellia sinensis, da-se em especial para pessoas com problemas cardíacos, em função da presença de cafeína em sua composição. Pessoas hipertensas, com glaucoma e com hipotireoidismo, devem evitar o uso da planta também. Em excesso pode provocar irritabilidade, insônia e dores de cabeça. O ideal é, antes de iniciar o uso do chá verde ou do Matcha, consultar um especialista para garantir o uso adequado de ambos sem qualquer efeito indesejado.

Referências

– http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-20612010000500029&script=sci_arttext

– KHAN, N.; AFAQ, F.; MUKHTAR, H. Cancer Chemoprevention through dietary antioxidants: progress and promisse. Antioxidants & redox signaling. vol. 10 (3), 2008. p.475-510.

– KALUF, L. de J. H. Fitoterapia funcional: dos princípios ativos à prescrição de fitoterápicos. São Paulo: Valeria Paschoal Editora ltda., 2008.

– MATSUBARA, S.; RODRIGUEZ-AMAYA, D. B. Teores de catequinas e teaflavinas em chás comercializados no Brasil. Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 26, n. 2, p. 401-407, 2006.

– PERVA-UZUNALIC, A. et al. Extraction of active ingredients from green tea (Camellia sinensis): extraction efficiency of major catechins and caffeine. Food Chemistry, v. 96, n. 4, p. 597-605, 2006.

– SAITO, T.; MIYATA G. The nutraceutical benefit. Part I: green tea. Nutrition, v. 16, n. 5, p. 315-317, 2000.

Cláudio P. Filla | Laboratory Technician UTP-PR | Químico, escreve sobre o efeito positivo dos alimentos naturais através de suas propriedades e os perigos por trás dos alimentos industrializados. Mas gosta mesmo é de compartilhar alternativas para uma vida mais saudável. Curitibano, ama um pé na terra e outro no mar, mas também a rotina cultural da cidade grande.
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