Por mais que ainda não existam estudos científicos que comprovem os efeitos positivos do uso da semente de sucupira (fora os testes em animais), a semente de Sucupira – Pterodon pubescens Benth – é amplamente utilizada na medicina popular. Ela pode ser usada em forma de infusão com o objetivo de auxliar no tratamento de doenças reumáticas e inflamatórias como a gota, a artrite e o reumatismo.

A fama da semente de sucupira começou após um relato feito por Juca Oliveira, no programa Jô Soares. Seu relato incluía os efeitos e benefícios que ele sentiu após fazer o uso da infusão de sementes de sucupira. Em testes laboratoriais, realizados por pesquisadores do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas – Unicamp, foi comprovada a presença de substâncias que teriam efeitos curativos com ação anti-inflamatória e analgésica, porém essas substâncias não foram testadas em humanos durante a pesquisa. Através da medicina popular, sabe-se que sua maior aplicação é em casos de patologias dolorosas, tendo ação antirreumática, anti-inflamatória e analgésica.

Com isso, a semente de sucupira poderia ser indicada para auxiliar no tratamento de doenças degenerativas como artrite e artrose, melhorando a qualidade de vida dos indivíduos . A semente de sucupira é composta pelos ativos 2-6-dimethoxybenzoquinona, 6α,7β-hidroxivouacapan-17β-óico, 6α-acetoxi-7β-hidroxivouacapano, 6α,7β-hidroxivouacapan- 17β-oato de sódio, amido, matéria amarga, resinas, sucupirina e taninos. Mas somente a 6α,7β-hidroxivouacapan-17β-óico apresentou atividade analgésica nos ensaios laboratoriais, e o 6α,7β-hidroxivouacapan- 17β-oato de sódio que demonstrou possuir atividade anti-inflamatória.

Através da literatura consultada, sabe-se que a Sucupira é considerada uma planta de baixa toxidade e não possui contraindicações. No entanto, não existem estudos científicos em humanos que comprovem sua baixa toxidade de modo geral, por isso seu uso deve ser evitado por gestantes, lactantes e crianças.

Referências

– http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/novembro2008/ju415pdf/Pag04.pdf
– Spindola HM et al. Atividade antinociceptiva do óleo das sementes de Pterodon pubescens Benth (Leguminosaes – Papilionoidea), 2006. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da Universidade Estadual de Campinas, para obtenção do título de Mestre em Odontologia. Área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica, Piracicaba, 2006.
– Pimenta ATA, et al. Estudo fitoquímico e avaliação da atividade larvicida de Pterodon polygalaeflorus Benth (Leguminosae) sobre Aedes aegypti. Revista Brasileira de Farmacognosia, 2006; 16(4): p.501-505.
– Batistuzzo JAO, Itaya M, Eto Y. Formulário Médico Farmacêutico, São Paulo, Pharmabooks editora, 2011; ed. 4, p.276,282.

Cláudio P. Filla | Laboratory Technician UTP-PR | Químico, escreve sobre o efeito positivo dos alimentos naturais através de suas propriedades e os perigos por trás dos alimentos industrializados. Mas gosta mesmo é de compartilhar alternativas para uma vida mais saudável. Curitibano, ama um pé na terra e outro no mar, mas também a rotina cultural da cidade grande.
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1 Comentário

  1. […] de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas – da Unicamp – comprovaram as propriedades curativas da sucupira, em especial para indivíduos acometidos por doenças dolorosas como artrite reumatoide, artrose, […]

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