A lavanda – Lavandula Officinalis – popularmente conhecida por alfazema, lavanda de jardim ou lavanda comum, pertence a família das Lamiaceaes, e é uma das plantas de maior tradição da antiguidade por sua característica aromática e anti-séptica.

Na medicina natural, os principais benefícios da lavanda são em casos de insônia e ansiedade, por ser uma planta com propriedade ansiolítica leve. Se usada em conjunto com o alecrim, pode amenizar sintomas de depressão leve a moderada, acalmando a hiperatividade nervosa, dores de cabeça ligadas ao stress e enxaquecas.

Quais os benefícios da lavanda?

Os ativos químicos que compõe a lavanda são os  óleos essenciais compostos por geraniol, furfurol, lavandulol, linalil acetato, cetato de lavandulina, linaol, limoneno, cariofileno, cadineno, alfa e beta-pineno, princípios amargos, cumarina, taninos, aldeídos, cetonas, ácido ursólico, fitosteróis e flavonóides (luteolina).

Para que serve o óleo essencial da lavanda?

O óleo essencial da lavanda possui um aroma doce, sua composição resulta em um óleo com propriedades sedativas, além de ser relaxante e anti-stress, quando inalado, graças as substâncias linalol e linalil acetato, sendo efetivo em casos de insônia, em mulheres com depressão, além de possuir ação anti-inflamatória e analgésica.

As demais substâncias possuem propriedade anti-séptica, anti-espasmódica, carminativa, cicatrizante, digestiva, hipotensor, diurética, colagogo, desodorante, refrescante, purificante e repelente de insetos. Assim ela pode ser indicada em casos de abscessos, acne, amenorreia, artrite, contusão, depressão, dermatites, desmaio, dispepsia flatulenta, doença respiratória (asma, bronquite, catarro, gripe), eczemas, enjoo, enxaqueca, epilepsia, feridas, fígado, fraqueza cardíaca, gota, inapetência, problemas menstruais, pressão alta, problemas circulatórios, psoríase, queimadura e sinusite.

Contraindicações da lavanda

O uso do óleo essencial deve ser evitado por mulheres grávidas e lactantes, pessoas com úlceras gastro-duodenais, alergias aos seus compostos e hematúrias. É importante evitar o uso prolongado, caso contrário, o uso excessivo provoca a irritação das mucosas, podendo levar a sedação e neuro toxicidade grave.
Foto por: Maja Dumat

Referências

– Plantas aromáticas e medicinais – cultivo e utilização” – Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro e Rui Cépil Diniz. Londrina. IAPAR, 2008.
– Tratado de fitomedicina – bases clínicas e farmacológicas” Dr. Jorge R. Alonso – editora Isis . 1998. Buenos Aires – Argentina.
– Artigo científico – Propriedades dos óleos essenciais de lavanda, hortelã pimenta. http://siaibib01.univali.br/pdf/Amanda%20Neuwirth%20e%20Ana%20Chaves.pdf

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